Avatar 3D nos cinemas

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A história é linda (não, não é linda, porque não existe história), as imagens são maravilhosas (são, mas prefiro dizer “fantásticas) e o homem é malvado, porque destrói a natureza e não respeita os outros seres vivos (se o homem respeitasse tudo que é vivo, você não estaria lendo esse post e eu não estaria escrevendo ele).

Você já deve ter lido tudo sobre Avatar e já deve ter escutado muita gente dizer muita coisa sobre ele. Mas o que pretendo nesse post não é repetir tudo isso, tampouco a história toda.

James Cameron idealizou o filme e o escreveu em 1995 (antes ainda do Titanic, que é um outro filmezinho que não tem história nenhuma, que é só para ser visto mesmo) antes que existisse tecnologia para fazê-lo. Tal tecnologia utilizada, fez desse o filme mais caro de toda a história do cinema.

Agora vamos por partes: se fosse uma história mesmo, com enredo, com lógica, com personalidades ao invés de personagens, esse poderia ser mais um filme “barato”, que deixaria todos de bocas abertas, dado a beleza do roteiro. E, caríssimos, é nisso que Avatar falha, seja no IMAX, seja no cinema da esquina em 3D: só abrimos a boca por causa das cores, dos animais e da beleza da imagem, porque em meio a tudo isso, nosso pequeno e obtuso cérebro nem se dá conta e nem tem tempo para perceber que não tem nada atrás daquela beleza.

Assim, definitivamente, Avatar é como Doritos: é feito para mastigar e ouvir o barulho, não para degustar.

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